quinta-feira, 26 de agosto de 2010

(...) no fundo, você está sempre só.

No começo do amor, você descobre o outro. Aos poucos, vai se descobrindo também. Mas existe um sentimento de eu-te-completo-você-me-completa e você pensa que está seguro. Que nada de ruim vai acontecer. E que, se acontecer, você terá todo o suporte do mundo. Ouvidos, entendimento, cumplicidade, parceria, carinho, amor. E você tem, sempre. Até o dia em que, por motivos de força maior, você não tem. E se vê só. Se vê um pouco perdido, frágil, desacreditado nas coisas e, principalmente, nos sonhos, pois você repensa cada passo. Então, percebe que precisa disso, precisa se perder um pouco do amor para se encontrar e para aprender que, no fundo, você está sempre só com a sua consciência, seus jeitos, suas manias, seus traumas, suas neuras, seus defeitos.

Clarissa Corrêa

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