quarta-feira, 9 de junho de 2010

sobre a dor que a ausência traz

sabe, tem dias que parece que a dor é maior. Não sei explicar.
tem dias que eu olho para aquela foto, colada com dois corações no espelho que tem dentro do armário, e meu coração se enche de alegria. Mas em outros dias... o coração aperta tanto, mas tanto, que chego a parar de respirar por alguns segundos.
Lágrimas? Não.. elas não caem sempre. Elas só aumentam a dor. E quase não há mais delas. Já foram tantas...
Eu sei, você sabe, todos conhecemos aquele papo de ele-está-num-lugar-melhor-e-te-vendo-te-apoiando-te-cuidando-la-de-cima. Não vou repetir. Eu acredito em tudo isso. Mas mesmo assim, nada substitui, preenche o vazio que ficou aqui. Aqui no meu coração, na minha vida, nos meus dias. Agora, pra sempre. Foi embora, mas eu nunca disse adeus.
Não, eu não superei ainda, e nunca vou superar. Mas é preciso continuar. Ninguém reparou na lua, mas a vida sempre continua... As coisas são assim. Eu posso suportar isso. Embora não sem dor...
Eu não sou a unica. Mas a minha dor é unica. E é a maior que eu já senti. E está sempre ali... cutucando no fundo da mente, no fundo do coração.
Tudo bem... Um dia a gente se reencontra.


Supere isso e, se não puder superar, supere o vício de falar a respeito

Caio Fernando Abreu

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