quarta-feira, 30 de junho de 2010

- Já está na hora de ir para o paraíso?

- NÃO!
- Ah, então tá.


(mas bem que eu queria...
 ...pelo menos de vez em quando)

terça-feira, 29 de junho de 2010

Penso tanto sobre tudo, mas tantotantotanto que às vezes repito baixinho pra mim 
"ei, deixa ela em paz".

Clarissa Corrêa
 (aquela que sabe expressar o que eu sinto)

- Então Charlie Brown...

...o que é amor pra você?
- Em 1987 meu pai tinha um carro azul
- Mas o que isso tem a ver com amor?
- Bom, acontece que todos os dias ele dava carona pra uma moça. Ele saía do carro, abria a porta pra ela, quando ela entrava ele fechava a porta, dava a volta pelo carro e quando ele ia abrir a porta pra entrar, ela apertava a tranca. Ela ficava fazendo caretas e os dois morriam de rir.
...acho que isso é amor.

segunda-feira, 28 de junho de 2010

sobre o medo

medo, Do latim metu
nome masculino
1.sentimento de inquietação que surge com a ideia de um perigo real ou aparente
2.terrorsusto
3.receiotemor
4.apreensão
5.popular fantasmaalma do outro mundo;
Estou com medo. Eu sei, não é o fim do mundo. Não é, a princípio, o fim de nada. Mas estou com um aperto la no fundo do coração...
Deus sabe o que faz, eu sei. Mas... estou com medo. Nem sei ao certo que tipo de medo. Medo do que exatamente. Medo de.. sei lá. Só... Medo.

ta bom, agora que eu falei - precisava falar pra alguém - chega de ficar sofrendo por antecipação.
acabou o assunto. fim.

Não adianta tapar os olhos, gritar, invocar os santos. A vida é agora. E você precisa correr, resolver, decidir!!!


Clarissa Corrêa

sábado, 26 de junho de 2010

bom dia!

"Você faz com que o meu dia comece assim: 

Cheio de paz! 
E é assim que eu quero que você comece o seu!" 

sexta-feira, 25 de junho de 2010

sobre a morte

A morte. O tão temido "fim" para muitos. Eu nunca tive medo de morrer. Tenho medo de perder meus entes queridos. Tenho medo da dor, da saudade, do vazio que fica. Tenho medo do que a morte traz para os nossos dias. Ou do que ela rouba dos nossas dias. Mas da morte em si, no singular, não tenho medo. Morrer não é ruim... Ruim é pra quem fica aqui. Pra quem continua vivo. Pra quem não sabe o que fazer com os dias que ficaram mais compridos, com os momentos que ficaram incompletos, com a saudade insaciável. Quem vai, tenho certeza que sofre também, sofre por ir para um outro mundo, um mundo desconhecido. Sofre por não poder ajudar quem fica. Por não poder consolar. Gritar. Socorrer. Dizer: ei! eu continuo aqui por você. De outra forma, mas eu vou estar aqui sempre!. Sofre, mais ainda, quando não consegue se fazer escutar.
Mas com o tempo - sempre ele não é!? - Nós aqui, e eles lá, nos "acostumamos". Com a morte e com tudo que  vem com ela. Tudo passa. Sempre foi assim e sempre vai ser.
Volto a repetir: Morrer não é ruim! 'O segredo é saber como morrer...'
E saber, também, como aceitar a morte.
Eu aprendi. Aceito ela. Convivo com ela todos os dias da minha vida aqui na terra. Às vezes dói mais, às vezes dói menos. Mas eu compreendo. Não sofro mais, e quem partiu, consequentemente, não sofre mais por minha causa.
Agora, cabe a vocês aprenderem também. Não é fácil. Mas é preciso. E é o melhor.
E, afinal de contas, o que pode ser mais natural nesta vida do que nascer e morrer?

Um dia, vocês se reencontram. Um dia, nós nos reencontramos.

sobre as pessoas e a vida

Ao sentir saudades do que ainda não conheceu, ela se deu conta de quão vago anda o mundo, as pessoas andam mascaradas, umas com medo da verdade, outras por desvaneios que a vida lhe causou, mas ambas sentem uma inexplicavel vontade de serem elas mesmas, descobriu também que não é muito dificil saber que não se existe metade da laranja, e sim uma afinidade e alegria mútua por encontrar pessoas que pensam de uma forma complexa, e sem opiniões formadas, ao tentar desvendar um pouco do enigma que a tormentava, colocou a xícara de café na varanda, esticou-se na rede e abriu um livro que dava continuidade a leitura da noite anterior, e ficou ali por alguns minutos pensando se vale a pena ser mascarada em um baile de fantasias que é a vida, ou não por mascara nenhuma e seguir em frente em sua festa particular ... Apenas o luar, uma rede e uma xícara de café ...

Monize Veríssimo

quarta-feira, 23 de junho de 2010

só se pode viver...

O que você faria?

Meu amor o que você faria? Se só te restasse um diaSe O mundo fosse acabar.. Me diz o que você faria?
Ia manter sua agenda, de almoço hora apatia. Ou ia esperar os seus amigos na sua sala vazia...
Corria pra um shopping center. Ou para uma academia. Pra se esquecer que não da tempo, pro tempo que já se perdia...
Andava pelado na chuva. Corria no meio da rua. Entrava de roupa no mar. Trepava sem camisinha...
Meu amor o que você faria? O que você faria?
Abria a porta do Hospício. Trancava da delegacia. Dinamitava o meu carro. Parava o tráfego e ria...
Meu amor o que você faria? Se só te restasse esse dia.
Se O mundo fosse acabar. Me diz o que você faria?


Lenine

terça-feira, 22 de junho de 2010

um dia...



Ansiedade. Esta é a palavra que melhor me define nos últimos dias. Tanta coisa pendente.. tantas coisas boas pendentes. Que estão pra acontecer amanhã ou depois, ou depois...
 Tantos planos...


Um dia ela quis ser grande. Tinha uns sonhos perdidos entre papel de bala e cachorrinho de pelúcia. Pensava alto, queria muito.

CLARISSA CORRÊA

quarta-feira, 16 de junho de 2010

2 anos e 10 meses

Quando um paizinho dorme para sempre, ele não atende mais o telefone, não aparece no portão, não adianta chamá-lo pelo nome ou dizer que é dia de futebol. É que quando um paizinho dorme para sempre, ele fica espalhado no mundo, em todas as coisas pequenas, e a gente precisa de muita delicadeza para encontrá-lo de volta. 
No começo, a gente só o encontra nos suspiros da mãe, nos olhos do cachorro esperando no portão, na cadeira vazia, no remendo do armário, no prego segurando o quadro, na garrafa de vinho, pela metade. Aos pouquinhos e devagar, a gente começa a encontrá-lo nas alegrias do mundo, no vôo das cotovias, no desenho das nuvens formando barquinhos e caravelas,  numa pessoa sem mágoa, na toalha sem nódoa, e até quando felizes nossos olhos vão se enchendo d'água... 



SAUDADES...

quinta-feira, 10 de junho de 2010

Rosas vermelhas


"Rosas vermelhas eram as suas favoritas. Seu nome também era Rosa. Todos os anos, no Dia dos Namorados, seu marido as enviava, atadas com lindos enfeites.
O cartão sempre dizia: "Eu te amo mais neste ano do que no ano passado. Meu amor por você sempre aumentará com o passar dos anos."
No ano em que ele morreu, as rosas foram entregues em sua porta, do mesmo jeito. O cartão dizia: "Seja minha namorada, como nos anos anteriores."
Ela sabia que aquela seria a última vez que as rosas apareceriam, pois ele tinha morrido e ela pensava: "Ele encomendou as rosas adiantado. Meu amado marido não sabia que ele iria..."
Ele sempre gostou de preparar as coisas com antecedência, pois, se estivesse muito ocupado, tudo funcionaria perfeitamente. Ela ajeitou as flores, colocou-as num vaso especial, e depois colocou o vaso ao lado do retrato sorridente dele. Sentou-se por horas na cadeira favorita dele enquanto olhava sua fotografia e as rosas. Um ano havia passado, e tinha sido difícil viver sem seu companheiro. Em solidão e isolamento havia sido transformado seu destino. E então, na mesma hora de sempre, como no Dia dos Namorados anterior, a campainha tocou, e lá estavam as rosas, esperando em sua porta. Ela levou-as para dentro e as olhou chocada. Pensava por que alguém faria isso com ela, causando-lhe tanta dor! Seus dedos tremiam, enquanto avançava devagar para pegar o cartão e leu a mensagem: "Oi, meu amor, eu sei que faz um ano que eu me fui e espero que não tenha sido tão ruim para você superá-lo. Eu sei que deve estar solitária e que a dor é grande, mas, se fosse diferente, eu sei como eu me sentiria. O amor que nós tivemos fez a minha vida ser maravilhosa. Eu amei você mais do que as palavras podem dizer, você foi a esposa perfeita. Você foi amiga e amante e me deu tudo o que precisei. Eu sei, isto foi há apenas um ano, mas por favor tente não ficar triste. Eu quero que você seja feliz, mesmo quando banhada em lágrimas. Por isso é que as rosas serão enviadas durante anos... Quando você recebê-las, pense na felicidade que tivemos juntos, e como fomos abençoados. Eu sempre amei você e sei que sempre vou amá-la. Mas, meu amor, você tem que continuar, você ainda está viva. Por favor, tente achar a felicidade, enquanto vive o resto dos seus dias. Eu sei que não é fácil, mas eu espero que ache algum modo. As rosas irão todos os anos, e só irão parar quando sua porta não mais atender. O entregador irá cinco vezes nesse dia, caso você tenha saído, mas, depois da última visita, quando ele não tiver mais dúvidas, ele levará as rosas ao lugar onde eu o instruí, e colocará as rosas onde nós estaremos juntos novamente."
Algumas vezes na vida você encontra alguém especial.
Alguém que muda sua vida apenas fazendo parte dela.
Alguém que faz você rir sem parar.
Alguém que faz você acreditar que existe algo bom no mundo.
Alguém que convence você que existe realmente uma porta, apenas esperando para ser aberta por você.


Autor desconhecido

quarta-feira, 9 de junho de 2010

Saudade sem lágrimas

ANTE OS MORTOS
Emmanuel

É verdade que te martirizas, à frente da morte, na Terra, mormente quando a morte surge a ceifar-te os entes caros.
Aflitiva é a contemplação dos que partem do mundo, em nossos braços, quando nos achamos no mundo, muita vez a nos endereçarem angustioso olhar, como a pedir-nos mais vida no corpo físico, sem que nos possamos arredar da impossibilidade de fazê-lo.
Profundamente constrangedora é a mágoa de sentir-lhes as mãos desfalecentes em nossas mãos ansiosas, na despedida.
Entretanto, pensa neles, os companheiros que partem, na condição de viajores amados que te deixam provavelmente carregando consigo indagações muito mais agudas do que aquelas que se te estacam no coração.
Reflete nisso e não lhes agraves a dor.
Muitos deles se afastam marcados por impositivos urgentes de reajuste.
Compelidos a se arrancarem de hábitos longamente estabelecidos, quase sempre oscilam entre os chamamentos da rotina terrestre e as exigências de renovação da Vida Espiritual. E isso lhes custa empeços e problemas para as readaptações necessárias.
Mentaliza-os na condição de criaturas queridas em refazimento, para que se afeiçoem, sem maiores delongas, aos encargos novos que os aguardam.
Abençoa-os com as tuas melhores recordações, porque as lembranças ou as palavras alcançam a todos eles, com endereço exato.
Compadece-te dos supostos mortos e abstenha-te de sobretaxar-lhes as preocupações com o pranto da angústia.
Ao invés disso, dá-lhes a cobertura afetiva, cumprindo, tanto quanto possível, os deveres que estimariam ainda continuar a satisfazer.
Eles estão em outras faixas de vivência, mas não irremediavelmente distantes.
São amigos que te antecederam na inevitável viagem para a Vida Maior, a te rogarem auxílio, a fim de retornarem no próprio equilíbrio ante do desempenho das novas tarefas que abracem.
Não olvides: converte a saudade em oração de esperança e envia-lhes os teus pensamentos de compreensão e de paz.
Ampara-os agora para que te amparem depois.

(Do livro "Canais da Vida" - Francisco C. Xavier/Emmanuel)

sobre a dor que a ausência traz

sabe, tem dias que parece que a dor é maior. Não sei explicar.
tem dias que eu olho para aquela foto, colada com dois corações no espelho que tem dentro do armário, e meu coração se enche de alegria. Mas em outros dias... o coração aperta tanto, mas tanto, que chego a parar de respirar por alguns segundos.
Lágrimas? Não.. elas não caem sempre. Elas só aumentam a dor. E quase não há mais delas. Já foram tantas...
Eu sei, você sabe, todos conhecemos aquele papo de ele-está-num-lugar-melhor-e-te-vendo-te-apoiando-te-cuidando-la-de-cima. Não vou repetir. Eu acredito em tudo isso. Mas mesmo assim, nada substitui, preenche o vazio que ficou aqui. Aqui no meu coração, na minha vida, nos meus dias. Agora, pra sempre. Foi embora, mas eu nunca disse adeus.
Não, eu não superei ainda, e nunca vou superar. Mas é preciso continuar. Ninguém reparou na lua, mas a vida sempre continua... As coisas são assim. Eu posso suportar isso. Embora não sem dor...
Eu não sou a unica. Mas a minha dor é unica. E é a maior que eu já senti. E está sempre ali... cutucando no fundo da mente, no fundo do coração.
Tudo bem... Um dia a gente se reencontra.


Supere isso e, se não puder superar, supere o vício de falar a respeito

Caio Fernando Abreu

segunda-feira, 7 de junho de 2010

Que eu leve...


Sorria, seja gentil, ame, semeie fraternidade onde quer que esteja. Deixe fluir a paz do Alto em sua existência! Não permita que a acomodação, a raiva, o desânimo, sejam obstáculos para a sua instalação no planeta. Mude, pois mudando você, você muda o mundo.

Onde houver trevas, que possamos levar a luz, sempre...



Onde houver ódio, que eu leve o amor;

Onde houver ofensa, que eu leve o perdão;

Onde houver discórdia, que eu leve a união;

Onde houver dúvida, que eu leve a fé;

Onde houver erro, que eu leve a verdade;

Onde houver desespero, que eu leve a esperança;

Onde houver tristeza, que eu leve a alegria;

Onde houver trevas, que eu leve a luz.


Redação do Momento Espírita.
Em 04.06.2010.

sábado, 5 de junho de 2010

das mudanças

Mudanças. Sempre elas.
Tudo mudou nos últimos meses. E eu mal percebi. Agora me dei conta de como está tudo diferente. Minhas amigas continuam sendo minhas amigas, mas agora passo muito menos tempo com elas. Continuo sabendo das fofocas, dos babados, de tudo. Mas não participo mais deles. Não sempre. Só às vezes. Não passo a semana inteira programando com elas o que fazer no fim de semana. Fim de semana este, que começa na quinta. Não nos reunimos mais antes das festas para nos arrumarmos, rir, trocar roupas, dar palpite, falar bobagem, falar dos homens, dos "esquemas" da noite. Elas até continuam fazendo isso. Mas não eu. Não é mais assim. Tudo mudou.
Se eu sinto falta? Sim, muita falta!
Se eu quero largar tudo e voltar atrás? Não. Nem pensar.
Acho que mudanças se resumem nisso mesmo. Fases, ciclos. Que passam. Reiniciam. Renovam-se. Mudam.
E tão essenciais..
Mudanças. Sempre elas....



"Mudanças. Nós não gostamos delas. Nós a tememos. No entanto, não conseguimos evitá-las. Ou nos adaptamos às mudanças, ou somos deixados para trás. Crescer é doloroso. Qualquer um que te disser que não, está mentindo. Mas aqui vai a verdade: às vezes, quanto mais as coisas mudam, mais elas permanecem as mesmas. E às vezes, às vezes mudar é bom. Às vezes mudar é tudo."

Grey's Anatomy




sexta-feira, 4 de junho de 2010

e..?

Fico me perguntando: e agora? E depois? E? A gente sempre quer saber o que a vida vai trazer na mala.

Clarissa Correa

quarta-feira, 2 de junho de 2010

...

Dá vontade de amar. De amar de um jeito "certo", que a gente não tem a menor idéia de qual poderia ser, se é que existe um.

Caio Fernando Abreu

terça-feira, 1 de junho de 2010

dos problemas

"A barra mesmo é ter que estar vivo e ter que desdobrar, batalhar um jeito
qualquer de ficar numa boa..."

tanta coisa boa de um lado, e tantos problemas do outro.
A nossa vida nunca está 100%.

"Mas eu sei que passa, que se está sendo assim é porque deve ser assim,
e virá outro ciclo, depois."